Programa com Erika Aichinger · Apresentação do projeto

Cozinha, conversa e acessibilidade alimentar

Um programa com Erika Aichinger
Projeto em desenvolvimento · Nome a definir

Proposta de desenvolvimento apresentada pela Gorillas — Tiago Keise e Hellen Mourão, para construção conjunta com apresentação, produção executiva, direção e roteiro.
30 de setembro de 2026 · Apresentação do projeto e proposta de piloto

O programa

Erika Aichinger recebe um convidado e prepara uma receita enquanto os dois conversam sobre como a alimentação atravessa a vida: o bolo de família, o convite para jantar, a lancheira dos filhos, a mudança de rotina depois de um diagnóstico. A cozinha dá movimento à conversa; a história dá sentido ao prato.

O foco é a acessibilidade alimentar para pessoas com intolerâncias, alergias alimentares ou diabetes, e para quem cozinha e convive com elas. A proposta combina prazer de comer, possibilidades de preparo e compreensão das necessidades de cada pessoa. Ingredientes disponíveis, execução possível em casa e participação nas refeições fazem parte desse olhar.

Erika apresenta, cozinha e conduz a conversa. O convidado participa somente da conversa: compartilha experiências, dúvidas e memórias, sem manipular ingredientes, executar etapas, oferecer dicas ou interferir na receita. A preparação culinária é definida antes da gravação.

O primeiro passo é um piloto de até três minutos, incluindo vinheta e créditos, com uma receita, um convidado e uma questão central. O público deve terminar o episódio reconhecendo uma situação e entendendo uma possibilidade concreta, com acesso à receita completa.

Para quem e por que esse conteúdo

Propomos três públicos próximos: quem adapta a própria alimentação; familiares e cuidadores que compram ou cozinham; e pessoas que recebem amigos e parentes à mesa. São hipóteses editoriais a testar com o piloto. Ainda não há pesquisa de audiência do projeto que sustente faixa etária, gênero predominante ou projeção de alcance.

A pesquisa de contexto aponta necessidades reais e diferentes entre si:

Esses achados orientam o conteúdo; não devem ser somados para estimar um mercado. O interesse em assistir, a identificação com Erika e a compreensão do formato serão investigados no teste do piloto.

Linguagem e dinâmica

O tom é próximo, curioso e acolhedor. A pessoa convidada tem uma história que vai além de sua condição alimentar. As perguntas partem de acontecimentos concretos: o que mudou em casa, como se organiza uma refeição, o que ajuda alguém a se sentir incluído.

Erika alterna escuta, perguntas e explicações culinárias breves. Cada episódio apresenta uma adaptação específica, com ingredientes e limites claros. Preparações vegetais podem aparecer quando fizerem sentido para a pauta; o posicionamento principal acompanha as necessidades alimentares e a convivência.

Como referência de relação em cena, Alma de Cozinheira, de Paola Carosella, aproxima preparo e conversa com convidados. A aplicação proposta aqui concentra essa relação em uma pessoa convidada e uma questão alimentar por episódio. Descrição oficial do programa no Gshow. É uma referência de conceito; o piloto desenvolve sua própria linguagem curta.

Uma estrutura possível para três minutos

TempoO que acontece
00:00–00:08Um gesto culinário ou o prato desperta interesse; uma pergunta apresenta o assunto.
00:08–00:11Vinheta curta.
00:11–00:30Erika apresenta a pessoa, a situação e a receita.
00:30–02:20Conversa e preparo avançam juntos, com duas ou três perguntas e as etapas essenciais.
02:20–02:50Prato final, síntese da adaptação e uma última troca ligada à história.
02:50–03:00Indicação da receita completa, assinatura e créditos.

É uma estrutura para desenvolvimento do roteiro. A montagem pode abreviar esperas de forno ou resfriamento, preservando a indicação do tempo real. A ficha de apoio reúne medidas, modo de preparo, rendimento e cuidados que não cabem na tela.

Sugestões de pautas

As propostas abaixo formam um banco inicial de desenvolvimento. Cada receita será escolhida e testada por Erika; convidado, ingredientes e recorte técnico serão definidos antes de gravar.

1. O bolo de família ganha outra possibilidade

Recorte: intolerância à lactose. Um adulto conta o que mudou na relação com uma receita afetiva. Erika prepara uma versão de bolo familiar com a adaptação testada. Pergunta central: “Como manter uma receita de família quando a alimentação precisa mudar?”. Diferenciar intolerância de alergia ao leite na explicação.

2. O convite para jantar começa na conversa

Recorte: alergia ao leite. Uma pessoa com essa alergia, ou um familiar que cozinha para ela, fala sobre receber convites e combinar uma refeição. Erika prepara um prato salgado com ingredientes definidos para esse recorte. O assunto reúne acolhimento, informação e planejamento do preparo, incluindo contato cruzado.

3. Uma lancheira, muitas situações

Recorte: alergia ao ovo. Um responsável compartilha a rotina de organizar o lanche e conversar com a escola. Erika desenvolve uma opção de lanche assado sem ovo como ingrediente, com avaliação dos demais componentes e do preparo. A pauta aborda praticidade e participação; a proposta se refere à necessidade escolhida para o episódio.

4. O almoço de todo dia, depois do diagnóstico

Recorte: diabetes tipo 2. Um convidado conversa sobre compras, horários e refeições em família. Erika prepara uma composição de almoço cotidiano, com porção e informações revisadas. Pergunta central: “O que mudou na sua rotina e o que você quis preservar?”. Evitar associar o prato a promessa de controle da glicose.

5. Sobremesa também é conversa

Recorte: diabetes tipo 2. Memórias, comemorações e escolhas entram na conversa enquanto Erika prepara uma sobremesa porcionada. A pauta permite explicar que retirar açúcar, por si só, não descreve toda a receita. A ficha informa rendimento, porção e carboidratos após validação nutricional, sem sugerir consumo à vontade.

6. O cuidado começa antes da receita

Recorte: doença celíaca. Um convidado fala sobre comer fora e dividir uma cozinha. Erika prepara um prato com ingredientes naturalmente sem glúten, em condições previamente avaliadas. A conversa mostra por que ingredientes, utensílios e contato cruzado fazem parte da mesma decisão, sem equiparar doença celíaca a alergia ao trigo.

7. O que o rótulo muda na receita?

Recorte sugerido: alergia ao leite. Um adulto conta como organiza as compras. Durante um preparo simples, Erika explica escolhas de ingredientes e a importância das informações da embalagem. Escolher um único recorte por episódio; “zero lactose”, “sem glúten” e outras declarações não são equivalentes.

8. Receber bem começa por perguntar

Recorte sugerido: intolerância à lactose. Uma pessoa que recebe familiares conversa sobre como combinar uma refeição. Erika prepara um prato de compartilhamento. A pergunta que guia a pauta é: “O que preciso considerar para preparar uma refeição para você?”. O foco é comunicação e convivência, com a adaptação definida na pré-produção.

Recomendação para o piloto: desenvolver a pauta 1. Ela reúne memória, uma questão fácil de apresentar e um resultado visual reconhecível. O teste de receita precisa confirmar textura, sabor, duração e continuidade de forno. A escolha final depende do encontro entre uma boa história e um preparo viável.

Construção da marca

O nome do programa será definido com a equipe. A escolha deve aproximar cozinha, necessidades alimentares e participação à mesa. O nome precisa despertar interesse e acolhimento, sem prometer que uma única receita será adequada a todas as pessoas.

A assinatura proposta para acompanhar o nome é “com Erika Aichinger”, junto do descritor “Cozinha e conversa sobre acessibilidade alimentar”. O descritor esclarece que o programa trata de intolerâncias, alergias alimentares, diabetes e convivência.

Direção verbal e visual

Três ideias organizam a marca: sabor e prazer; escuta e convivência; clareza e cuidado. A comunicação deve ser concreta: “uma adaptação para esta receita”, “o que mudou na sua rotina”, “o cuidado começa na escolha dos ingredientes”. Evitar expressões como “liberado para todos”, “comida de diabético” ou “receita que cura”.

Frase de campanha em estudo: “O cuidado também entra na receita.”

A direção visual proposta combina creme, terracota e azul profundo, comida em primeiro plano e títulos legíveis no celular. A assinatura de Erika acompanha o nome escolhido. As etiquetas de tema devem informar a necessidade tratada, sem parecer selos de certificação.

A vinheta proposta dura dois a três segundos: um gesto de Erika, som do utensílio, entrada do título e retorno à conversa. O ritmo nasce da cozinha e das vozes. Essa é uma direção original a testar na edição.

Pré-produção

A pré-produção transforma o conceito em uma situação filmável. O ponto de partida é escolher uma história e uma necessidade alimentar, relacionando-as a uma receita que funcione em cena.

  1. Pauta e convidado. Roberto desenvolve a pesquisa e a entrevista; Hellen organiza contato e logística. Selecionar duas ou três perguntas, combinar os assuntos que a pessoa deseja compartilhar e explicar a dinâmica de conversa com Erika.
  2. Receita e revisão. Erika testa ingredientes, substituições, rendimento, tempos e estágios prontos. Registrar as escolhas e os cuidados necessários. Um profissional habilitado revisa as informações alimentares e de saúde pertinentes ao tema antes do roteiro final.
  3. Roteiro e direção. Roberto e Emanuel articulam conversa, gestos e momentos de explicação. Cronometrar a proposta, planejar pausas para ações que exigem atenção e escolher os detalhes indispensáveis ao entendimento.
  4. Visita técnica. Gorillas e direção verificam bancada, posições, luz, energia, refrigeração, circulação e ruídos dos equipamentos. Testar a captação das duas vozes nas condições reais de preparo.
  5. Preparação da diária. Confirmar equipe, locação, autorizações de imagem, ingredientes, continuidade culinária, ordem do dia e responsabilidades de revisão. Definir os formatos de entrega e a forma de acesso à receita completa.

Ao final dessa etapa, o time precisa ter pauta, ficha culinária, roteiro cronometrado, plano de captação e ordem do dia. Esses materiais permitem que a gravação preserve a conversa sem depender de improvisar decisões sobre a receita.

Produção

Propomos uma diária para o piloto, organizada em montagem e testes; acolhimento do convidado; conversa durante o preparo; complementos de fala e de receita; prato final e materiais de capa; conferência e desmontagem. A duração de cada bloco depende do teste culinário e da locação.

A direção cuida do encontro. Erika e convidado devem conseguir conversar com naturalidade, sem disputar atenção com a equipe. Os relatos são reais; as perguntas orientam o assunto, sem exigir respostas ensaiadas.

A captação cuida da compreensão. A proposta inicial é trabalhar com duas câmeras: uma mantém a relação entre as pessoas e outra cobre expressões e preparo. O desenho final depende da visita e da equipe definida. As duas vozes precisam de captação e monitoramento próprios; sons culinários entram como parte da linguagem.

A assistência culinária cuida da continuidade fora de cena. Organiza ingredientes, utensílios, estágios prontos e reposições. O convidado permanece exclusivamente na conversa. Detalhes adicionais podem ser filmados com Erika depois do encontro, preservando a sequência real da receita.

Antes de liberar a locação, conferir falas, etapas essenciais, prato final, enquadramentos para as versões previstas e duas cópias verificadas de câmera e som. Designar uma pessoa para cuidar dos arquivos, compatibilizando essa função com as demais tarefas.

Pós-produção e entregas

A montagem busca equilíbrio entre entendimento da receita e presença da conversa. O corte precisa manter o sentido do relato e deixar visível o que Erika faz, mesmo quando comprime o tempo do preparo.

  1. Primeiro corte: Hellen organiza o episódio; Emanuel acompanha narrativa, ritmo e relação em cena.
  2. Revisão de conteúdo: Erika confere receita e explicações; Roberto confere texto e contexto; a revisão técnica verifica as informações de sua área. Tiago organiza uma devolutiva consolidada.
  3. Finalização: após a aprovação do corte, Tiago conduz cor, áudio e acabamento, articulando vinheta, grafismos, créditos e legendas revisadas.
  4. Versões e conferência: conferir duração, leitura em celular, áudio, enquadramentos, ficha da receita e acesso ao material de apoio. A versão vertical exige composição própria quando o recorte do horizontal não funcionar.

Entregas propostas para alinhar entre as partes: um piloto horizontal de até 180 segundos; uma adaptação vertical; legendas revisadas e arquivo de texto; uma capa; ficha completa da receita. Para episódios sobre diabetes, incluir porção e carboidratos na ficha quando pertinentes e tecnicamente validados. Definir responsáveis e prazos de aprovação antes da gravação.

Como referência de organização, prever 7 a 10 dias úteis de pré-produção, uma diária de captação e 5 a 7 dias úteis de pós-produção, sujeitos à complexidade da receita e à disponibilidade de equipe, convidado e revisores. O calendário final será acordado no fechamento do piloto.

Quem constrói o projeto

Esta proposta reúne o trabalho de desenvolvimento da Gorillas, por Tiago Keise e Hellen Mourão, para construção conjunta com os profissionais do projeto. A divisão abaixo orienta o alinhamento de responsabilidades; escopo e disponibilidade serão confirmados entre as partes.

ParticipanteContribuição proposta
Erika AichingerApresentação, condução da cozinha, desenvolvimento e validação culinária.
Monica Lopes · produção executivaViabilização, articulação de parceiros e condições de realização.
Emanuel Militão · direçãoLinguagem audiovisual, relação em cena, cobertura e acompanhamento da montagem.
Roberto Lemos · roteiroPesquisa de pauta, entrevista, desenvolvimento do roteiro e revisão do conteúdo.
Tiago Keise · GorillasArticulação criativa e audiovisual, fotografia, coordenação de entregas e finalização.
Hellen Mourão · GorillasProdução, preparação da diária, logística e montagem.
Equipe complementar a definirSom direto, assistência culinária, gestão dos arquivos e revisão técnica conforme o tema.

O que o piloto precisa responder

O piloto servirá para avaliar se o público entende o foco alimentar, se a conversa interessa enquanto a receita avança e se Erika consegue conduzir os dois movimentos com naturalidade.

Propomos uma sessão qualitativa com 8 a 12 pessoas dos públicos pretendidos, incluindo quem cozinha para outras pessoas. É um teste exploratório, sem pretensão de representar a população. Verificar o que entenderam do nome, qual necessidade alimentar identificaram, o que conseguiram acompanhar do preparo e o que lembram da história.

Também registrar pontos de abandono ou confusão, legibilidade das informações e facilidade de encontrar a receita. A equipe avalia horas de trabalho, continuidade e cobertura para ajustar os próximos episódios.

Próximas definições conjuntas: escolher a pauta e o convidado do piloto; testar a receita; alinhar esta divisão de trabalho; fechar calendário e entregas; testar nome, descritor e apresentação visual. O desenvolvimento de uma série parte do que aprendermos com esse primeiro encontro.